sábado, 23 de junho de 2012

Por que meu sanduíche não é igual ao da foto?


Certamente você já deve ter ouvido muitos boatos sobre os mais variados produtos do mercado, em especial os mais populares #Coca-Cola #McDonalds  #Nike e por aí vai. Nem sempre, para não dizer quase sempre, estes boatos de fato não passam de falácias.

Você já deve ter ouvido falar que hambúrguer do Mc Donalds é feito de minhoca, ou que os produtos da Nike são feitos por funcionários que trabalham em condições escravas na África ou na Ásia.

A queixa mais comum das empresas que trabalham com alimentação, em especial fast food. Pensando em uma campanha que pudesse aproximar o público de seus produtos, o Mc Donalds resolveu ser transparente em sua nova linha comunicacional e lançou no You Tube um vídeo bem interessante.

Com a  responsabilidade social ganhando espaço nas empresas e o marketing "verde" ganhando força nas campanhas publicitárias vem se tornando mais comum campanhas que tentam mostrar ao público certa transparência.

O mais recente case vem do Canadá. Com mais de quatro milhões de acesso - até a data de publicação deste post - o vídeo que mostra como são feitas as fotografias dos produtos do Mc Donalds aproxima o público de seus produtos e tenta responder "por que meu sanduíche não é igual ao da foto?"

A iniciativa é interessante e pode se tornar uma nova linha de comunicação da empresa. Seria legal ver novas propagandas do tipo sendo veiculado na rede. Aguardamos novidades.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Será o Duolingo a nova sensação da internet?

Dificilmente você já ouviu falar neste site - Duolingo - mas possivelmente esta será a nova sensação da internet nos próximos meses, anos.

Desenvolvido pelo mesmo criador dos irritantes reCAPTCHAS - aquelas letras tortas, que a maioria dos sites forçam-nos a digitar para deixar, comentários, por exemplo, evitando spams e outros visitantes não humanos digamos assim - o novo site pretende que os internautas ao redor do mundo se empenhem para traduzir todo o conteúdo da net para diversos idiomas, que deve levar anos, se é que podemos prever um fim disso.

Utilizando princípios similares ao utilizados em tutoriais de idiomas, o projeto é tentar facilitar o acesso à internet quebrando barreiras linguísticas.


Por enquanto, o site disponibiliza o aprendizado de inglês para quem fala espanhol; e também oferece o aprendizado de francês, alemão e espanhol aos que falam inglês. Pretende-se no futuro, incluir italiano, português e chinês.

Segundo o fundador, Luis von Ahn, com 100 mil usuários, por exemplo, seria possível traduzir toda a Wikipédia do inglês para o espanhol em cinco semanas.

Aprenderemos inglês fluente?
Assim como o Google Tradutor e outras ferramentas digitais de aprendizado de idiomas, o Duolingo também possui algumas falhas. E mesmo nos níveis básicos já é possível detectar alguns pontos, no mínimo, questionáveis.

Para o professor de inglês Mickael Pontecorteau, a ferramenta não funcionará como um "professor extremo" e dificilmente será utilizado para se aprender inglês com eficiência sem um auxílio humano.

Já o criador do Duolingo, que é guatemalteca, o programa é extremamente eficiente e só tende a ser aperfeiçoado com o tempo, conforme os próprios usuários cooperem. Conforme a ferramenta ganhe novos adeptos, mais rapidamente as páginas serão traduzidas.

O que espero após um teste
Já me cadastrei (selecionei que falo espanhol e quero aprender inglês) e fiz algumas lições. Até que o site é bacana. O legal é poder gravar a voz para poder testar se estamos falando corretamente.

Não quero questionar se as lições são fáceis ou difíceis, mas certamente, pelo pouco que testei até agora, são bem feitas. Só não sei o potencial concreto para aprender corretamente um novo idioma, que é o esperado. Gostaria de testar um idioma que não sei "nadica de nada", mas teria que ter a opção de que minha língua materna é o português, o que não é possível até agora.

Sigo a corrente dos que acreditam que o portal será apenas mais uma ferramenta de "distração no trabalho" ou atividade social; sem que ganha o status de ferramenta profissional.

No entanto, os jovens que desenvolveram a ideia certamente são muito mais espertos que eu e apostam na queda das fronteiras linguísticas para alavancar a ferramenta, que ainda podem aperfeiçoar muito bem para se tornar no novo "bum" econômico da net, nos fazendo pensar "por que eu não pensei nisso antes?"

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Uma foto por dia, nada mais

Os avanços tecnológicos e comunicacionais indiscutivelmente facilitam nossa vida e tornam tudo mais prático. Poderia escrever um post, para não dizer um livro, sobre os benefícios do avanço das mídias digitais, comunicação em rede...

Talvez por estarmos vivendo nos primórdios de uma nova era digital, ainda estamos aprendendo a lidar com a transição para uma comunicação global. Estamos saindo de um modelo um-todos para todos-todos.

Precisamos aprender a viver nesta nova Comunicação em Rede. Assim como a internet trouxe uma super-produção de informações, as redes sociais também produzem uma super-produção informacional.

"Hummmm!!! Que delícia de bolo"
As redes sociais tiraram as pessoas de uma vida isolada para uma vida cybersocial. Podemos dizer que a rede mundial de computadores tem o poder tornar a vida privada em pública, em poucos segundos - ou poucos cliques, como queiram.

Se antes, fazíamos um bolo no domingo e ninguém ficava sabendo, no máximo um par de amigos do trabalho no dia seguinte, hoje só de ter a ideia já postamos no Twitter, Facebook, publicamos fotos com o Instagram ou o que for: "vou fazer um bolinho". E nossos amigos já comentam, curtem e compartilham o que fazemos em privado.

Uma foto e só
O assunto é vasto e poderíamos realizar um belo aprofundamento, mas o que pensei para este post é imaginar como será a net mais madura, com "auto-moderação", uma seleção inteligente do que postamos na net.

Imagine uma regra de postar, ou enviar uma foto por dia. Uma postagem por dia e nada mais que isso. Pensaríamos melhor o que postaríamos. Certamente fotos de cachorrinhos, gatinhos, correntes, etc, seriam menos frequentes. Nossos perfis ficariam mais limpo, mais fácil e mais objetivo.

Já reparou como tem gente que faz "a mesma foto" dez vezes e publica todas as dez. Se tiram foto de um riacho, por exemplo, publicam sete fotos que não dizem nada. Qualquer fotógrafo, amador ou profissional, vai tirar cinco ou seis fotos de assunto para pegar o melhor ângulo, mas não é necessário publicar todas. É isso o que acontece hoje.

As próximas gerações serão melhor orientadas
Certamente, estudantes são o que mais postam estes tipos de "lixo virtual". Os motivos são óbvios: imaturidade, tempo livre... eles são os menos culpados, aliás não acho que há culpados.

Isso ocorre porque seus pais, hoje, pouco sabem orientar sobre o assunto, pois quando eram jovens não tiveram essa vivência digital e por mais que tentam impor limites, os argumentos são falhos e frágeis.

Acredito que a próxima geração já será melhor orientada porque seus pais saberão os riscos e as futilidades das postagens na web. Talvez até sites sociais imponham limites.

Bendito o dia que isso mudar
Não vejo um futuro sem correntes ou fotos de gatinhos, por exemplo, nas redes sociais, mas acredito que com o amadurecimento da própria internet, essas bobagens devem se tornar menos populares no futuro.

Os usuários da internet amadurecerão e selecionarão melhor o que postar. Isso deixará a net ainda mais atraente. A objetividade será mais frequente no "cyberfuturo". Espero!

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